Amazonino rebate Wilson e aponta inexperiência de sucessor

Manaus/AM – Após o novo governador do Amazonas, Wilson Lima, ter declarado na ultima quarta-feira (2), que recebeu o Estado com rombo superior a R$ 2,3 bilhões e dívidas que ultrapassam os R$ 857 milhões. O ex-governador, Amazonino Mendes, rebateu as críticas dizendo que é compreensível que o seu sucessor “recém-empossado ainda não conheça todos os números do Estado e por isso divulga informações absolutamente equivocadas”.

Amazonino, também fala da suposta divida milionária em energia deixada pela sua gestão. Ao contrário do que afirma lima, o ex-governador diz que a empresa distribuidora que deve R$ 1,7 bilhão em impostos para o Estado, não o contrário. “Nós pagamos a tarifa de energia até descobrirmos uma dívida de R$ 1,7 bilhão em ICMS da empresa. Paramos de pagar e oficializamos essa dívida que já foi devidamente reconhecida pelo Conselho de Recursos Fiscais e ajuizada. Ou seja, o valor que o Estado teria que pagar é infinitamente menor que o débito da distribuidora com o Estado”, detalhou.

O ex-governador disse ainda que Wilson Lima se equivoca ao confundir “rombo” com projeção orçamentária. Sobre a informação de que recebeu o Estado com um rombo de R$ 2,3 bilhões, Amazonino disse que é mais um equívoco, porque os dados revelados não levam em consideração a projeção do crescimento da arrecadação. “Quando recebemos o Estado o orçamento para 2018 era de R$ 15,3 bilhões, mas ao final realizamos 17,6 bilhões. “Superamos a receita projetada em R$ 2,3 bilhões graças a um grande esforço fiscal, aumentando a receita, combatendo a corrupção, a sonegação e eliminando desvios”, disse.

Agora, o orçamento aprovado pela ALE-AM para 2019 é de R$ 17,2 bilhões, menor que o realizado por nós em 2018. Esse valor não leva em consideração a projeção de crescimento de receita.

“O governador empossado tem que seguir os nossos passos e fazer uma política fiscal austera, buscando o crescimento de arrecadação e controle dos gastos. Nós fizemos um governo que administrou com muita responsabilidade as finanças e por isso que nos 15 meses não houve déficit público. Ao contrário, houve reconhecimento nacional pela ótima saúde financeira do Estado. E ainda realizamos o maior pacote de investimento em infraestrutura na capital e interior, sem contrair dívidas”, enfatizou.

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