Brasil não será mais um País socialista, diz Eduardo Bolsonaro

O deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro, (PSL-SP), declarou em uma entrevista ao programa Lou Dobbs Tonight, da emissora norte-americana FoxBusiness, que o Brasil vive uma transição de “um enorme socialismo” para “uma economia muito mais liberal”.
“Vim para EUA dar o primeiro passo para retomar nossa credibilidade. E enviar uma mensagem, uma clara mensagem, de que não seremos mais um país socialista”, disse.

O filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou ainda que prefere o Brasil mais próximo dos EUA “do que de outros países”, sem citar quais.

A entrevista durou cerca de 4 minutos. Tempo suficiente para Eduardo falar assuntos como Venezuela, a Esplanada de Bolsonaro, mudança de Embaixada em Israel e reformas econômicas.

MORO VAI ARRUMAR A CASA E LIMPAR A CORRUPÇÃO
Eduardo inicia a entrevista dizendo que será alguém ativo no mandato de Bolsonaro e diz que o novo governo tem um grande desafio pela frente.

“Temos que limpar muita bagunça e muita corrupção. E isso é o porquê do meu pai ter nomeado o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato, como o próximo ministro da Justiça do Brasil”, afirma.

GUEDES O SALVADOR
Questionado por Dobbs sobre as primeiras ações do governo para retomar o crescimento econômico no Brasil, Eduardo fez igual ao pai e citou o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. “Teremos Paulo Guedes como ministro da Economia. Ele se graduou pela Universidade de Chicago e fará várias privatizações, bem como reformas da Previdência e tributária”, disse. Os detalhes de como isso será feito, porém, é “o time dele (Guedes) que explicará”.

COMO SERÃO RELAÇÕES COM EUA, ISRAEL E VENEZUELA
“Estamos contentes em ficar mais próximos dos EUA  e vamos buscar não reconhecer a última eleição na Venezuela”, acrescentou, citando supostos problemas de comparecimento às urnas. O parlamentar reiterou ainda o desejo de seu pai de transferir, assim como pretende o presidente dos EUA, a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

No momento em que Dobbs diz que Bolsonaro “tem sido chamado de o Trump do Brasil”, Eduardo sorrir e afirma que ambos não são “politicamente corretos” e portanto, falam a mesma língua.

Anúncios